
domingo, dezembro 30, 2007
Vento

terça-feira, dezembro 25, 2007
Voar

respirar e voar por entre nuvens brancas
Queria ser assim, serenamente forte
pequena mas imensa, suave mas intensa
Assisto-te desde aqui, vejo-te sem nunca te tocar
subindo ao mais alto dos cumes para de ti me aproximar
Grito-te
desde onde o som mais ecoa
sei que me ouves e sinto que me sentes
e ainda que o meu peito cale o grito
ainda que os meus olhos vejam apenas a escuridão do horizonte
sei que me escutas e sei que os teus olhos me seguem
Hoje grito-te o de sempre:
AMO-TE
e quero que todos o ouçam
quero que todos saibam a felicidade que sinto por amar-te!
Agora vou descer Princesa
Já aliviei o peito por hoje, libertei o grito amordaçado
vou descer mais feliz por saber que estás aí
de ouvido afinado para os meus sussurros
Vou descer mas voltarei aqui para gritar
...
...
...
que gostava de ser como tu...
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Natal...
Há natais que são escuros.
Que se celebram no frio da serra e na densa luz dum luar intermitentemente cúmplice com o passar das nuvens.
Abro os meus braços e empurro-te contra o meu peito. Sedento de te sentir. Sedento de te beijar.
Hoje.
No dia de natal ou seja lá quando for.
Fica comigo Anjo meu.
Fica comigo hoje e na vida que me resta.
Encosta-te a mim e faz-me sentir o teu brilho porque é a tua luz que ainda me guia e guiará...
AMO-TE PRINCESA DO NATAL.
HOJE E SEMPRE.
NO NATAL OU FORA DELE.
AMO-TE ETERNAMENTE...
terça-feira, dezembro 11, 2007
Parabéns FRANCISCA

Hoje é o teu dia.
O teu, e o meu. Renasci hoje. Talvez não hoje, mas há 14 anos atrás neste mesmo dia de calendário. Escrevo-te quando ainda não são 11, faltam ainda 3 ou 4 dias, mas vivo já a festa da celebração e a dor pela tua perda é indisfarçável.
Hoje choro por ti. Choro por ter perdido o teu convivio físico e choro de alegria por um dia te ter conhecido.
Princesa, sinto que não te mereço, mas sei que ainda andas por aqui só por saberes que me fazes muita falta.
Sabes, por vezes desejava esquecer-te e esquecer tudo o que se passou nas nossas vidas, mas não posso. Não consigo. Esquecer-te é esquecer-me a mim próprio e tudo o que me rodeia. Esquecer-te é impossível e ainda bem.

Ainda que longe de mim continuas a ser a minha vida. Ainda que não nos toquemos continuamos a entender-nos. Continuamos a comunicar-nos. Pelo menos eu mando-te mil mensagens por dia e quando recebo alguma de ti fico com força para mais um milhão e com vontade de ver a tua face sorrir ao receberes todas elas uma a uma...
Hoje estou triste. Sinto-me mal. Sinto-te aqui no meu peito, encostada ao coração, mas longe demais para te chegar com os lábios. Sinto-te em mim, e sinto que não sou digno de ti. Sinto que talvez não tenha sido o que

Sei que não me queres ver assim com os olhos molhados de saudade, mas não tenho outra maneira de estar contigo senão por aqui e sabes que a música e as palavras mexem comigo como mexiam contigo desde que te ensinei a ouvi-la. Hoje fazes anos, 14 anos, e em cada segundo deste dia quer


És a dona do meu céu Princesa, dona do meu ser, e a prenda que te dou hoje é a alegria de me sentires feliz por te amar tanto.
És tudo o que sempre quis.
És o meu sol, a minha luz, o meu mar e o meu céu.
Sem ti não há vida em mim, e hoje sobrevivo apenas porque sinto saudades de ti...
Amo-te Francisca!
Aos 10, aos 14 ou aos 1014...
Eternamente, AMO-TE...
sábado, dezembro 08, 2007
Submerso

És tudo o que sempre quis.
És o meu sol, a minha luz, o meu mar e o meu céu.
Sem ti não há vida em mim, e hoje vivo apenas porque sinto saudades de ti...
Não encontrei ainda, mas não desistirei nunca. Sinto que se encontrar um grão que seja germinarei de novo e conseguirei respirar o ar que agora me falta.
Pena que este mar seja tão grande e tão fundo e que por mais que nos estiquemos e por mais que nos ponhámos em bicos de pé não cheguemos à superficie...
Abraço-te desde aqui.
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Fada MADRINHA...

Elas existem e lançam pós de perlimpimpim para que possamos voar também, e ainda que não consigamos levantar os pés do chão partimos com elas em longas viagens sem fim.
Fechamos os olhos e partimos. Flutuamos no céu da felicidade e olhámos horizontes de um azul que não há. Embrenhamo-nos em fios de luz e em teias de ternura.
Ás vezes chovem em nós, piratas, pós dourados lançados pelas fadas nos caminhos que trilhámos, que nos conduzem por veredas de sabores, pradarias de doçura e céus de algodão doce.
E há sempre por cá, perto de cada membro da tripulação, uma fada madrinha para cada um. Alguém que nos empurra, que nos tira o medo, que nos pica e nos incita a voar.
E eu tenho uma fada madrinha. A tua. Aquela que te deu o saquinho onde guardas o teu pó dourado. A que te empurrou e te deu um sopro do teu voo.
Ela ensinou-te a voar, e agora quer que um pássaro desajeitado também voe.
Ele, desajeitado, bate as asas, mas não passa do chão. Tenta, esforça-se, acredita. E ela ralha-lhe, explica-lhe, repete-lhe as instruções, descompõe-no.
E tu, aí em cima, rís.
Sentem-se as tuas gargalhadas por aqui.
Troças dele e divertes-te ao ver como até um duro pirata tem medo de subir ao mastro principal.
Ele insiste, aplica-se, desiste mas regressa, e como sempre acredita que um dia voará.
Ele ouve a fada madrinha, reclama, diz que nunca vai conseguir, mas fecha os olhos e pensa na sua Sininho e como que por milagre, ás vezes sente-se flutuar.
Quando abre os olhos e fita o horizonte pensa na fadinha que o acompanha sempre atrás da sua orelha e diz para ela:
Um dia...
Voaremos até mais pó não haver...
E para sempre seremos felizes...
Em manhãs de cores...
Douradas felicidade e...
...Vermelhas de paixão!