segunda-feira, dezembro 11, 2006

Parabéns Francisca!

Olá princesa!

Escrevo hoje com dedos mais suaves que o costume. Escrevo com as mãos suadas de emoção e com os olhos molhados de uma paixão imensa. Por ti, gorda.
Fazes hoje treze anos, e eu não posso deixar passar esta data sem que saibas que esta será sempre a data do meu Natal. Se o Natal é quando um homem quiser, eu quero que o meu seja hoje. Esta é a data em que eu recordo o aparecimento no meu firmamento da estrela que me guia e que me conduz diáriamente por este mundo frio e escuro como breu.
Hoje, para mim fazes anos, e ainda que os outros me achem louco eu penso assim. Desde o dia em que nasceste, até hoje, e até ao fim dos meus, podes acreditar que celebrarei este dia com imensa alegria. Decidi não dar espaço à tristeza e como tal vou sempre ter esta data no lado bom do calendário. Na minha vida já há demasiadas datas negras que se tornam minúsculas quando são iluminadas pelo brilho que esta encerra.
Pensei muito sobre o que havia de escrever neste dia. Pensei em escrever coisas lindas, textos bem estruturados, poesias cristalinas, mas decidi escrever apenas o que sinto. Decidi apenas dar-te os parabéns e dizer-te que estou feliz por hoje serem onze. Estou feliz por há treze anos ter tido a sorte e a luz de ser pai. O teu pai.

Estou triste, por não te ter aqui para festejar, e por não poder oferecer-te um bolo, uma festa e mil presentes. Estou triste por não te poder tocar, mas feliz por te saber sempre comigo.
Recordo com saudades as festas que tiveste, mas lembro com orgulho o momento em que na última em que cá estiveste tu me dizeres: “Pai, quero falar ás pessoas!”. Lembro-me que subiste a uma cadeira e disseste a todas as pessoas “Obrigado por estarem presentes. Quero dedicar esta festa a todas as pessoas que não tiveram festa de aniversário por causa de eu estar doente. Esta festa é vossa também.”
Esse é o teu registo e esse foi sempre o teu estatuto. Nobreza de carácter, atitude e determinação.
Quero dizer-te que ainda que passem cento e trinta anos eu nunca esquecerei todos os momentos que passámos, nem esse, nem todos os outros, e quero dedicar-te todos os dias da minha vida.
Hoje, quero que tenhas um dia bom e que festejes o momento em que te deste a este mundo, pequeno demais para te segurar por muito tempo.
Quero levar-te uma rosa (vermelha como tu gostas), ao sitio onde te vi partir e enviar-te um bolo pelos céus para que o partilhes com quem mais gostas. Quero dar-te os parabéns pelo dia do teu aniversário, mas principalmente pela vida que tiveste e uma vez mais agradecer-te pelo exemplo que me deste para toda a vida.

Durante dez anos estiveste sempre no teu melhor. Sempre linda e luminosa.
Para mim continuas assim.
É com saudade que recordo os anos em que me fizeste companhia aqui, mas compreendo que tivesses que partir. Sei que estás aqui comigo hoje e como tal quero dar-te um beijo e repetir as palavras que trocamos milhares e milhares de vezes e que fazem sentido, agora, mais que nunca:

AMO-TE MUITO, GORDA MALUCA.

Parabéns, vê lá se comes uma fatia por mim e não te esqueças de trincar as velas.



P.S.
Se puderes responde. Tu sabes bem como...





2 comentários:

lu maga disse...

Pois é linda PRINCESA,o teu aniversário está a ser um sucesso!De vez em quando ainda ouço os passos dos anjos, apressados em realizar os teus caprichos de menina requintada e cheia de bom gosto!Isso mesmo!Dá-lhes que fazer!!Agita a eternidade com a tua energia e dança miúda dança e espalha a tua luz pelas nossas vidas...Tu és brilhante e as marcas que deixas, fazem com que quem tocas no coração crie asas e voe!Já viste o teu pai?Que caminho tão bonito ele cria para te encontrar!E o teu primo aquele que te chama "a minha maninha"?Ele escreve com uma ternura tão doce como tu!
Abana esses ceús e inquieta-nos!Aqui, do lugar do AMOR onde nos podemos encontrar,PARABÉNS!!

clonidina disse...

Nem sei bem o que dizer... Precisava de expressar a minha admiração pelo que escreveste aqui sobre o teu anjo e de te contar como isso me comoveu e levou às lágrimas instantaneamente. Percebo que a tua Francisca era um doce de criança que mais não é que um espelho desse amor incondicional que lhe dedicas. Clonidina