terça-feira, janeiro 29, 2008

Deserto

Chegaste como chega a chuva ao deserto e de lindas cores se pintaram as dunas agitadas pelas cores que se misturavam em torrentes de luz mas quando atingiam o zénite da sua beleza levantou-se uma leve brisa que num ápice passou a vendaval castigando as tenras pétalas com pedradas de areia.
Depois, de repente... parou tudo. E sem aviso partiste, deixando o calor do sol dos dias connosco, o sol que nos cresta nas horas que se esgotam
por entre os dedos. O sol que nos dá a força e nos rouba a vida, o sol que nos consome até à raiz deixando apenas a memória de uma jornada gloriosa em que já florimos e fomos a cor deste deserto...
Ainda um dia voltará a chover e tudo se repetirá e cá estará alguém deserto por ver, nem que seja por um momento, as flores brotarem da areia inerte e marcarem um dia, uma época, uma vida...
Eternamente...

Amo-te muito Princesa...

4 comentários:

Francis disse...

Muito, muito sentido...

A minha vida nunca seria completa sem uma Princesa.
Tive sorte. Tenho duas!

Manuela disse...

A flor existiu... mas não resistiu ao vendaval...
Mas resisitiu dentro de Ti...
E agora só isso conta...
O teu Amor é eterno, o teu amor é a vida que não continuou pálpavel mas existe, porque a vida não é só aquilo que se vê e se toca...
e um dia esando tu deserto vais voltar a ver e a estar...
Estou arrepiada até aos cabelos...
Sinto cada letra Tua.
Um beijo daqui onde tudo se vê e nem sempre tudo se sente...

Manuela disse...

Ah! passa na minha "casa" deixei lá um carinho para Ti.

Um Momento disse...

Com as tuas palavras enches o deserto mais seco, de sentimentos que passarão a florir ao sentirem tal semente n'eles pousar

Abraço-te...

(*)