
Perde-se o tempo por os entre dedos secos de quem já muito esperou e na pele áspera desenham-se em sangue as danças de um sonho desfeito.
Correm as horas por trás do Sol e mostram nas sombras geladas e lentas este teatro oco que cai no abismo de um vazio animado.
Chovem em Abril os dourados Dezembros da vida e aninha-se de repente em nós a dor da memória.
Rasgam-se os olhos, solta-se o sal de mais uma noite de breu. De um negro cortado por pontos de luz que nos cega de branco e nos ensurdece de silêncios sentidos.
Surge na nuca, ao longe, a cortina ascendente que nos transporta e nos levanta.
Abrem-se os olhos de novo e vencidos pela mágoa assistem indefesos...
Nasce um dia e sobe o astro que aquece, mas por mais que ele nos transporte para novas viagens e nos leve em longas caminhadas épicas jamais nos fará reviver o que foi ou reparará o que poderia ter sido...
...
...
...
Até que um dia seja o tempo a cair.
Até que um dia seja o tempo a transformar-se numa ténue memória de si mesmo...
Correm as horas por trás do Sol e mostram nas sombras geladas e lentas este teatro oco que cai no abismo de um vazio animado.
Chovem em Abril os dourados Dezembros da vida e aninha-se de repente em nós a dor da memória.
Rasgam-se os olhos, solta-se o sal de mais uma noite de breu. De um negro cortado por pontos de luz que nos cega de branco e nos ensurdece de silêncios sentidos.
Surge na nuca, ao longe, a cortina ascendente que nos transporta e nos levanta.
Abrem-se os olhos de novo e vencidos pela mágoa assistem indefesos...
Nasce um dia e sobe o astro que aquece, mas por mais que ele nos transporte para novas viagens e nos leve em longas caminhadas épicas jamais nos fará reviver o que foi ou reparará o que poderia ter sido...
...
...
...
Até que um dia seja o tempo a cair.
Até que um dia seja o tempo a transformar-se numa ténue memória de si mesmo...
